terça-feira, 16 de setembro de 2014

Busquei teus olhos

Busquei teus olhos
Na trilha dos meus
Num sonho pós Berlin.
Não os encontrei;
Contentei-me provisoriamente
Com eles na memória,
Agora os imagino
Caricaturados em núvens
Da saudade do futuro,
A olharem-me contemplá-los
Ultrapassando as janelas
Abertas no horizonte,
Florescendo o céu
E sua margens

A p o s te[r]

Clareando di
A de us piano
Leitor eiro
Plano ambiciando
Madruga a germinar
Sons diafragmados
A p o s te[r]Ignorado o regozijado
Gozar nas horas
Risonhas que baixam
Balas de mim
Chaleando morfismos
Mornos d’uma
Recente língua
Exterior a outra
Do contraBaixo

sem [vários]sentidos

pensara passado momentos
atrás de três horas sucumbidas
nas palavras, como mim sob emoções aniquilantes
do eu pacífico espírito devaneando pós it’s a long way
durado economizando memória devir daqui 
a pouco período a dormir escorado na tênue linha
entre estes recortes de corpo marcado em ponteiros extraviados
no curso da areia d’ampulheta

Perder-me por ter

Perder-me por ter

Poder preceder
por podre querer
Pender sob cólera
Pronome persona
Já fui perecer
De asas risonhas
Voar andar
a nadoNo nada do ar
Jamais padecer
E como seria:
Encenar a talVontade
de serAssim
desse jeito
Sobre os dejetos
Do eu a mercê.